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Jornal de Negócios

Mais de quatro mil empresas em insolvência este ano

O número de empresas com registo de acções de insolvência subiu 35,8% nos primeiros nove meses do ano em comparação com igual período do ano passado, indicam os dados da Coface.

As empresas em acções de insolvência em Portugal aumentaram mais de um terço entre Janeiro e Setembro de 2011 em relação ao mesmo período do ano passado e superaram a fasquia dos 4.000, indica um estudo da Coface.

Entre falências já decididas, declarações de insolvência sem estado de resolução ou planos de insolvências, houve um total de 4.519 acções de insolvência nos primeiros nove meses do ano. No período homólogo, o número estava em 3.327, o que representa um crescimento de 35,8%.

O maior contributo para este aumento é dado pela apresentação de declarações de insolvência que ainda foram alvo de resolução. Se entre Janeiro e Setembro de 2010, 830 empresas estavam nesta situação, já no período homólogo as acções avançaram 82,5% para 1.515.

De acordo com a Coface, as declarações de insolvência requeridas e ainda não solucionadas também aumentaram em 2011. No referido período, estavam em acção 1.412 processos deste tipo, 33% acima dos 1.062 verificados em igual intervalo do ano passado.

Por sua vez, as acções de insolvência de firmas já resolvidas, em que foi declarada insuficiência de massa falida ou em que não foi atribuído um plano de insolvência, subiram 12,9% para 1.512.

Ainda assim, as acções com planos de insolvência decididos desceram de 96 para 80 nestes dois períodos. Uma quebra de 16,7%.

Beja e Coimbra em contraciclo

Os distritos em que o número de empresas com acções e decisões de insolvência é maior são o Porto, Lisboa e Braga, embora o aumento percentual tenha sido mais forte em Angra do Heroísmo, Faro e em Leiria, onde os processos passaram para quase o dobro.

Pelo contrário, Beja e Coimbra foram os únicos distritos de Portugal que registaram um decréscimo do número de empresas com registo de acções de insolvências.

Já em relação aos sectores de actividade, a indústria transformadora e a construção de Obras Públicas foram os que registaram o maior volume de acções de insolvências entre Janeiro e Setembro de 2011, o que tinha já acontecido no mesmo período do ano passado.